“Coloquei a marcha do carro em ponto morto e olhei para ele. Como era belo. Sei que este não é o adjetivo mais usado para elogiar a beleza de um garoto, mas ele era.
- Hazel Grace - Meu nome soando inédito e muito mais bonito na voz dele. - Foi um prazer inenarrável conhecê-la.
- Igualmente Sr. Waters - falei.
E fiquei envergonhada ao olhar pra ele. Não era páreo para a intensidade daqueles olhos azul-piscina.
- Podemos nos ver de novo? - perguntou, e havia um nervosismo fofo na voz dele.
Sorri.
- Claro.
- Amanhã?
- Paciência, Gafanhoto. - aconselhei. - Assim vai parecer que você está ansioso demais.
- Exatamente. Foi por isso que eu falei “amanhã”. Quero ver você de novo hoje á noite. Mas estou disposto a esperar a noite toda e boa parte do dia de amanhã.
Revirei os olhos.
- Estou falando sério. - ele disse.
- Você nem me conhece direito. - Peguei o livro dentro do console. - Que tal se eu ligar pra você assim que acabar de ler isto?
- Mas você não sabe qual é o número do meu telefone. - ele disse.
- Tenho motivos para acreditar que você anotou o número no livro.
Ele abriu aquele sorriso meio bobo.
- E você ainda diz que a gente não se conhece direito.”
— Hazel e Gus - A Culpa É Das Estrelas.
“- Meu nome é Hazel. O Augustus Waters foi o grande amor estrela-cruzada da minha vida. Nossa história de amor foi épica, e não serei capaz de falar mais de uma frase sobre isso sem me afogar numa poça de lagrimas. O Gus sabia. O Gus sabe. Não vou falar da nossa história de amor para vocês porque, como todas as histórias de amor de verdade, ela vai morrer com a gente, como deve ser. Eu tinha a expectativa de que ele quem estaria fazendo meu elogio fúnebre, porque não há ninguém que eu quisesse tanto que… - Comecei a chorar - Tá como não chorar. Como é que eu…tá. Tá.
Respirei fundo algumas vezes e retomei a leitura.
- Não posso falar da nossa história de amor,então eu vou falar de matemática.
Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de número entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe o conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que os outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e eu sou muito grata por isso.”
—
Meu elogio fúnebre a Augustus Waters. - Hazel - A culpa é das estrelas. (via
calejad-a)
“Como diz uma das cantoras preferidas da Elis: ” Eu devo desistir, ou devo apenas continuar perseguindo calçadas?Mesmo se ela me conduzir a nenhum lugar?” Essa costumava ser a nossa música. Você se recorda disso, Elis? Eu te conheci por meio de uma festa dos nossos amigos que tínhamos em comum. Você estava lá, sentada com seus fones de ouvido na mão, e também recordo do que eu pensei quando eu te vi: ” O que exatamente essa louca está fazendo sentada em uma festa dessas?” É, foi isso mesmo que eu pensei. Te achei completamente louca, e resolvi me sentar ao seu lado pra tentar puxar algum assunto, ou só era mesmo pra descobrir se a minha opinião estava certa?Na verdade não sei. Mas no fim, eu passei toda aquela festa, sentado, ouvindo MPB, Adele, Whitney Houston, Jason Mraz, entre outros cantores que eu definitivamente não gostava, mas que você me fez ouvir. Você possuía um papo tão bom que passou das 2:30 da manhã e eu nem percebi, descobri suas bizarrices e pra falar a verdade até a árvore genealógica. “Como essa garota fala.” pensei.
4:34 a.m. estávamos falando no meu tio que possuía asma e que estava com quase os dois pés na cova e você riu. E que risada mais linda você possuía, era encantador.
5:48 a.m fomos expulsos da casa onde ocorreu a festa e eu, te levei pra tomar café da manhã na padaria da esquina e você pagou um café com leite pra mim, porque eu não possuía nem um real no bolso. Aquilo sim foi vergonhoso. Enfim, você se recordava disso, Elis? Se recordava de o quanto a gente foi feliz nesses últimos meses? Nosso namoro passou com Adele e um café com leite á brigas por ciumes que terminavam na cama. A gente foi feliz né, El? Mas eu acabei com tudo, em vez de terminar na cama, nossas brigas começaram a terminar comigo passando uma semana na folia enquanto você chorava horrores por mim. Eu te machuquei diversas vezes e você sempre me ligava pedindo pra voltar. Mas, já fazem 58 dias e nem um misero sms eu recebi. Acho que te perdi né, Elis?”
— Onde está você agora, Elis? - Elis e Victor, calejad-a.
“Queria que o nosso amor fosse como o dos meus pais.
Eles brigam, gritam, xingam, e depois de algumas horas de grosserias está tudo tão bem. Por que o nosso amor não poderia ser assim? Eu grito, você grita. Xingamentos e grosserias são lançados ao vento em nenhum pudor, você vai embora cheio de si, enquanto eu? Pra mim só resta o choro, a raiva e o imenso orgulho. É, orgulho. Este orgulho maldito que me impede de discar seu número. Por que você faz isso comigo, Victor? Por que você me deixa sozinha, quando eu mais preciso de ti?Isso é maldade. Maldade comigo, maldade com meu coração imbecil que te ama, ou que te amava né. Sua grande falta de amor, me faz perder a vontade de te amar.”
— Que tipo de amor é o seu, Victor? - Elis e Victor, calejad-a. (via
calejad-a)
“- Qual é a do “sempre”?
- “Sempre” é o lema deles. Sempre vão se amar e tal.
(…)
- O.k. - ele disse, depois do que pareceu ser uma eternidade. - Talvez o.k venha ser o nosso “sempre”.
- O.k. - falei.”
— O.k.- Hazel e Augustus, A culpa é das estrelas.
“Está aqui meu agradecimento a Rick Riordan, por escrever minha série de livros preferida. ” Olhe, eu não queria ser um meio sangue… Ser um meio sangue é perigoso. É assustador.” Mas, ser um meio sangue leva você á um mundo extremamente especial. Sim, podem dizer, que isso é apenas uma história de ficção. Mas, pra mim, Rick Riordan, Percy Jackson, Annabeth Chase, Grover Underwood, Luke Castellan, Thalia Grace, e muitos outros, me ensinaram uma lição de vida. Algo como dar a vida por seus amigos, e aprender o que é certo com as escolhas erradas que você faz. Me ensinou o que é amizade e amor verdadeiro. Estes cinco livros me fizeram crescer, amadurecer, simplesmente. E eu agradeço muito a eles.
E Sabe por que o Tio Rick fez essa história ser tão espetacular? Ele conseguiu fazer que Percy Jackson fosse mais que um personagem, e sim uma companhia para mim. Eu ri, chorei, e até gritei de raiva nos piores momentos. Percy e seus amigos me conquistaram e aos poucos conquistaram até meus próprios amigos.
Percy Jackson & Os Olimpianos. O Ladrão De Raios. Percy sendo reclamado filho do Deus do mar, Poseidon. E quando Annabeth falou que ele babava enquanto dorme? Eu ri muito com isso. A primeira missão, Annabeth e Grover lhe acompanhando. A Luta contra Ares e a vista a Hades em busca á Sally Jackson. Ficamos tão preocupados, né? E quando tudo pareceu dar certo,Percy foi picado por um escorpião, e Luke aprontou isso. Juro que fiquei preocupadíssima com ele.
Depois de três livros com as várias aventuras de Percy e seus amigos, infelizmente a guerra contra Cronos.
Veio ” O Último Olimpiano”, é nós perdemos Beckendorf, vimos nosso pequeno Luke do lado dos titãs. Vimos também a profecia com pequenos versos mexer com os nossos sentimentos. Percy e Luke mergulharam no Estige e ambos pensaram em nossa sabidinha que mais tarde levou uma facada de Ethan Nakamura, filho de Nemesis. A profecia se cumprindo… Rachel caindo daquele helicóptero e Annabeth salvando ela. Todos estávamos juntos naquela guerra, mesmo que estivéssemos lutando por alguém que pelo menos pra mim era muito querido, nosso filho de Hermes. Perdemos Silena e mal sabíamos que perderíamos Luke também. “E a alma do herói, a lâmina maldita ceifará” , ” Família, Luke, você prometeu”, ” Uma mortalha pra um filho de Hermes”, todas essas frases marcaram o fim do nosso herói que fez tudo isso em busca de amor. Mas ele salvou o Olimpo a fim.A Sabidinha e o Cabeça de Alga começaram a namorar e aquele beijo subaquático foi sim, e sempre vai ser o melhor de todos os tempos.
Sim. O Tio Rick me mostrou tudo isso, amigos vão e vem, fazem escolhas erradas, mas no fim, tudo ficará bem normal. Mesmo que você seja um semideus, é nada seja lá muito normal para todos nós, e talvez eu esteja errada, nunca você terá paz absoluta, afinal esse não seria o Acampamento Meio-Sangue se tudo ocorresse na maior normalidade.
Como eu disse, esse é meu agradecimento a Richard Russell Riordan Jr. , por me apresentar um mundo melhor que esse em que vivemos, e amigos que levaremos para a vida toda. Agradeço a ele, e a todos os semideuses que descobriram esse mundo.
Rick Riordan, você é meu herói.”
— Este é o meu mundo, é esta é a minha homenagem ao meu herói. - Ana Clara, c-alejada.
“Coloquei a marcha do carro em ponto morto e olhei para ele. Como era belo. Sei que este não é o adjetivo mais usado para elogiar a beleza de um garoto, mas ele era.
- Hazel Grace - Meu nome soando inédito e muito mais bonito na voz dele. - Foi um prazer inenarrável conhecê-la.
- Igualmente Sr. Waters - falei.
E fiquei envergonhada ao olhar pra ele. Não era páreo para a intensidade daqueles olhos azul-piscina.
- Podemos nos ver de novo? - perguntou, e havia um nervosismo fofo na voz dele.
Sorri.
- Claro.
- Amanhã?
- Paciência, Gafanhoto. - aconselhei. - Assim vai parecer que você está ansioso demais.
- Exatamente. Foi por isso que eu falei “amanhã”. Quero ver você de novo hoje á noite. Mas estou disposto a esperar a noite toda e boa parte do dia de amanhã.
Revirei os olhos.
- Estou falando sério. - ele disse.
- Você nem me conhece direito. - Peguei o livro dentro do console. - Que tal se eu ligar pra você assim que acabar de ler isto?
- Mas você não sabe qual é o número do meu telefone. - ele disse.
- Tenho motivos para acreditar que você anotou o número no livro.
Ele abriu aquele sorriso meio bobo.
- E você ainda diz que a gente não se conhece direito.”
“Vai chegar um dia - eu disse- em que todos vamos estar mortos. Todos nós. Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu o que nossa espécie fez qualquer coisa nesse mundo. Não vai sobrar ninguém para se lembrar de Aristóteles ou de Cleópatra, quanto mais de você. Tudo o que fizemos, construímos, escrevemos, pensamos e descobrimos vai ser esquecido e tudo isso aqui - fiz um gesto abrangente - vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo e pode ser que demore milhões de anos, mas, mas mesmo que o mundo sobreviva a uma explosão do Sol, não vamos viver para sempre. Houve um tempo antes do surgimento da consciência nos organismos vivos, e vai haver outro depois. E se a inevitabilidade do esquecimento humano preocupa você, sugiro que deixe esse assunto para lá. Deus sabe que é isso o que todo mundo faz.”
“(…) Minha mãe tinha planejado dormirmos as várias horas que o voo ainda ai durar, para que, quando aterrissássemos ás oito da manhã, já chegássemos na cidade prontos para aproveitá- la ao máximo, e tal. Então quando o filme acabou, nós três tomamos comprimidos para dormir. Mamãe capotou depois de alguns segundos, mas o Augustus e eu ficamos acordados olhando pela janela por algum tempo. O dia estava claro, e mesmo que não desse para ver o sol se pondo, dava para a perceber a reação do déu a esse movimento.
- Cara, isso é lindo - falei, mas para mim mesma.
- A luz do sol nascente forte demais em seus olhos que perecem - ele disse, citando o ” Uma aflição imperial”.
- Mas ele não está nascendo - falei.
- Em algum lugar ele está - ele retrucou, e logo depois disse: - Observação: seria fantástico voar num avião ultrarrápido que conseguisse perseguir o nascer do sol em torno do planeta por um tempo.
- Além disso, eu viveria mais. - falei, e ele me olhou de esguelha. - Você sabe, por causa da relatividade, e tal. - Ele ainda parecia confuso. - Nós envelhecemos mais devagar quando nos movemos mais depressa em comparação a quando estamos parados. Assim, nesse exato momento, o tempo está passando mais devagar para nós do que para as pessoas no solo.
- Gatas da faculdade - ele falou. - Elas são inteligentes demais. (…)”
“Dizem que quando se ama algo, liberte-o. Mas eu nunca entendi isso. Acho que, se ama algo, tranque no porão e o alimente-o por um buraco até que ele te ame também.”
— Hot In Cleveland.